Dica do Leon: What we do in the Shadows

Esta semana assisti What we do in the Shadow e fazia tempo que eu não acertava na escolha de um filme, eu queria algo leve e divertido e o filme é exatamente assim,mdivertido do início ao fim.

O diretor neozelandês  Taika Waititi (que está participando de Thor Ragnarok) dirigiu, atuou e foi roteirista desta obra-prima que responde a pergunta que todo mundo já fez: como será que é o cotidiano de um vampiro?

O filme é um “falso-documentário” e acompanha a vida do Viago (Taika), do Vlad e do Deacon, 3 amigos que compartilham uma casa em Wellington (Nova Zelândia).

Sempre quebrando a quarta parede, os personagens expressam as restrições de viver sob as regras dos vampiros, as amarguras de ser um imortal e ver todos morrerem e as dificuldades de morar em uma casa compartilhada com os amigos – as tarefas cotidianas como lavar a louça ou não derrubar sangue das vítimas por toda a sala geram conflitos entre os moradores.

Além disso os vampiros tem dificuldades para acompanhar novas tecnologias, moda e regras sociais, por isso não conseguem levar uma “vida normal” (na medida do possível), por exemplo, eles gostam de sair e se divertir, mas ainda usam roupas da época em que eram humanos – são verdadeiros weirdos deslocados na sociedade. Isso somado ao fato de que não podem entrar em lugares sem serem convidados (pela regra dos vampiros) afeta as possibilidades de diversão do grupo, que não consegue ir para as baladas da cidade.

O filme também mostra a amizade entre humanos e vampiros – e como isso pode ser perigoso, além de trazer a relação dos vampiros com outras criaturas como lobisomens e zumbis.

Assista ao trailer:

Está disponível no Netflix.

Espero que você goste, o filme é curto e rende boas risadas!

Dicas para comprar camisetas online

Comprar roupas online está cada vez mais comum e fácil, mas ainda podem surgir algumas dúvidas. Será que vai me servir? Será que a qualidade é boa?

E por essas dúvidas que chegam no nosso chat e no nosso e-mail que o Pacato me pediu para escrever um post com algumas dicas sobre como comprar camisetas online.

Também vou falar tirar algumas dúvidas sobre as camisetas que nós vendemos, explicar sobre as medidas, tamanhos, modelos, malha e produção.

Modelos

Para escolher uma roupa online você deve primeiro deve entender quais são os modelos disponíveis (e o que eles significam) – é responsabilidade da loja deixar tudo isso muito claro na página do produto.

No Eu Compraria nós trabalhamos com 2 modelos: camisetas e babylooks.

As  camisetas são “gola careca” (a popular gola redondinha) e as babylooks são gola V. Além disso o corte é um pouco diferente: a babylook tem as mangas ligeiramente menores que a camiseta e também é um pouco mais curta na altura.

Medidas e tamanhos

Uma das maiores dúvidas para comprar roupas online é acertar o tamanho.

O ideal é você ter alguma peça em casa (que você goste do tamanho) e usar ela como referência para comparação das medidas.

Eu criei uma tabela de tamanhos e medidas para cada um dos os 5 tamanhos que nós vendemos: P, M, G, GG e XGG.

Assim fica bem fácil para você, é só comparar o tamanho da sua camiseta favorita com as medidas da nossa tabela para saber qual tamanho vai te vestir melhor.

A = Altura
L = Largura
M = Manga

Camiseta ( A / L / M)

Camiseta Babylook
   P 67cm / 50cm / 18cm    P 58cm / 41cm / 14cm
   M  68cm / 52cm / 21cm    M 59cm / 44cm / 15cm
   G    72cm / 59xm / 22cm    G   61cm / 46cm / 16cm
   GG  73cm / 60cm / 23cm    GG   63cm / 48cm / 17cm
   XG  78cm / 67cm / 26cm

Trocas ou devoluções

Antes de comprar qualquer coisa em alguma uma loja virtual é importante você saber como é a política de troca e devolução da loja.

Lembre-se que você está sempre protegido pelo código de defesa do consumidor. O código garante que você tem até 7 dias após receber o produto para solicitar a devolução.

Se a loja não fornece uma política clara sobre trocas e devoluções questione isso antes da compra.

No Eu Compraria você pode ficar tranquilo que o processo de troca ou devolução é bastante simples.

E você vai receber todo o seu dinheiro de volta se, por algum motivo, quiser devolver sua compra. Aqui funciona ssim:

  1. Solicite a devolução por e-mail ([email protected]) e informe o número do pedido (e quais produtos você quer devolver)
  2. Nós iremos fornecer um código de envio dos correios para você
  3. Você embala o(s) produto(s) e leva em uma agência dos correios – você não vai pagar nada por isso
  4. O estorno do valor pago é realizado de acordo com a forma de pagamento da compra, assim que o produto chegar em nosso centro de distribuição

É o Leon que produz as camisetas?

Essa pergunta chegou ontem no nosso Instagram, achei válido responder para todo mundo. Não sou eu quem produz as camisetas, todo o processo de produção é realizado 100% por humanos.

Eu cuido do atendimento (junto com o Pacato), do envio das Dicas do Leon (já se cadastrou?) e de algumas outras coisas aqui no escritório, mas não da produção de camisetas e nem de canecas.

Como é a qualidade das camisetas? Do que ela é feita? para serem

Um ponto importante para comprar roupas online é saber sobre a qualidade do tecido e do produto, claro. Seja direto e pergunte para a loja ou procure por feedback de outros compradores.

Aqui nós trabalhamos com 3 tipos de tecidos, todos de altíssima qualidade.

Tecido 100% algodão penteado
Mescla chumbo: 50% algodão e 50%poliéster (este é o meu favorito!)
Mescla cinza: 67% poliéster e 33% viscose (este é o que fica mais leve)

Na página do produto sempre é especificado qual tecido é utilizado na camiseta – se você tiver dúvida é só nos escrever!

Na produção nós tomamos alguns cuidados especiais para que todas as camisetas do Eu Compraria sejam incríveis – o Pacato sempre exigiu excelência.

Abaixo vou dar alguns detalhes destes cuidados para você ficar seguro quando decidir comprar com a gente.

Todas as nossas camisetas e babylooks tem um reforço na parte superior, que vai de um ombro até o outro (na foto abaixo, é aquela parte branca). Este reforço com costura dupla garante que sua camiseta mantenha o formato original por muito mais tempo – mesmo guardando ela em cabides, por exemplo.

A etiqueta é impressa na parte interna (serigrafia). Não precisa se preocupar em ficar cortando e tendo coceira por causa de coisas penduradas na sua roupa novíssima.

A gola, bom, a gola é linda! Você viu na foto? Pode usar sem medo que essa gola vai ficar como está, linda.

As malhas são cortadas e as camisetas montadas e costuradas, depois disso elas seguem para a próxima etapa.

Estampa

Antes de comprar informe-se como é o processo de estampa utilizado no produto que você quer. Hoje em dia existem várias formas de estampar tecido, pesquise sobre a durabilidade do que você está comprando.

Antes de lançarmos a nossa linha de camisetas nós testamos vários processos e em meses de pesquisa não encontramos um processo com um resultado tão legal quando o que nós adotamos: serigrafia. Todas as camisetas do Eu Compraria que você comprar terão a estampa em serigrafia.

O processo serigráfico é uma arte, feito manualmente e cuidadosamente em cada camiseta. O processo aplica a tinta através de uma tela serigráfica e é feito em etapas: cada cor do desenho é aplicado separadamente, uma de cada vez.

Este processo garante durabilidade, cores vivas e resistência a lavagens.

Confere aí os detalhes de uma de nossas estampas em serigrafia:

Armazenamento e transporte

Depois do processo de serigrafia de todas as cores da estampa, as camisetas e babylooks são embaladas individualmente – e ficam assim no Condado, digo, no nosso centro de distribuição.

A embalagem individual garante que as camisetas não sujem no manuseio de transporte, estoque ou quando são embaladas para serem enviadas para todo o Brasil.

 

Se você ficou com alguma dúvida ou quer complementar meu post, é só me escrever ou comentar aqui mesmo.

Espero ter ajudado e boas compras!

Rick & Morty

Rick & Morty é uma animação criada por Justin Roiland e Dan Harmon para o Adult Swim – o melhor bloco de desenhos do Cartoon Network (que após tantas piadas, ironicamente, teve seu horário tomado por animes no Cartoon Network Brasil).

De onde surgiu Rick & Morty?

O desenho tem uma cara de paródia De Volta para o Futuro – e é quase isso.

O conceito dos dois personagens principais foram criados antes de existir Rick & Morty, em  “The Real Animated Adventures of Doc and Mharti”.

É uma animação bastante amadora do Justin como forma de protesto e sátira às leis de direitos autorais (copyright), em que o objetivo era basicamente irritar a Universal e conseguir um processinho™.

Doc and Marthi  é uma animação extremamente bizarra, pesada e explícita (OMG it’s a penis!), portanto assista por sua conta em risco e tire as crianças da sala.

Vale ressaltar que este não é um piloto da série, mas foi onde Justin criou os personagens (e as vozes) que virariam Rick e Morty anos depois.

Você pode ler mais sobre isso aqui.

O que esperar de Rick & Morty?

Se você gostou de Futurama a chance de você gostar de Rick & Morty é de 99,78% segundo o Data Pacato. Rick & Morty nos lembra da nossa própria insignificância a todo o momento – e este é um bom motivo para assistir os curtos episódios de 20 minutos.

Antes de continuar vou alertar que o desenho pode causar um pouco de estranheza pelo traço aparentemente grosseiro (principalmente na tipografia do título).  A capa que vi no Netflix não parecia bonita e por isso levei um tempo para dar play nele por lá – e me arrependi de ter demorado tanto. Durante a animação isso é imperceptível e hoje eu acho o desenho bonito, portanto não se deixe intimidar por essa possível primeira impressão.

O desenho conta a vida de Morty Smith, um adolescente de 14 anos que, a contra-gosto, é arrastado para aventuras espaciais e interdimensionais pelo seu avô, Rick Sanches. O roteiro explora bastante o conceito de multiversos e a liberdade de criação que viajar por diferentes universos permite é muito bem explorada na série.

Ao mesmo tempo que tem como pano de fundo temas complexos de sci-fi, a animação satiriza e mostra problemas cotidianos e humanos da família Smith: casamento desmoronando, filhos não planejados e depressão são exemplos disso.

Rick vive na casa da sua filha Beth, que tem um casamento problemático com Jerry, um desempregado inseguro que se esforça para tentar manter seu casamento. Além do Morty, eles tem uma filha chamada Summer, de 17 anos – que não foi planejada e é assunto para várias brigas do casal.

O seriado é recheado de referências ao cinema, é violento, tem piadas absurdas mas ao mesmo tempo tem várias cenas bastante sentimentais e tristes – e relato isso de uma maneira bastante positiva. Vários episódios são niilistas e nem sempre é um desenho leve para assistir.

 

Personagens

Rick Sanches – é um gênio da ciência, tem acesso a diversos dispositivos avançados e consegue produzir muita coisa na sua garagem/laboratório.

Um de seus gadgets é uma arma que dispara um portal multidimensional. Abusa, sem nenhum peso na consciência, da bondade de Morty para seus própios interesses.

Tem uma dublagem nojenta e fantástica.

Morty Smith – está sempre inseguro de si e de tudo que está acontecendo, mas se mantém preocupado em tentar fazer a coisa certa. Tem medo do que pode acontecer nas viagens para outras dimensões, como acabar com o universo que ele conhece.

Jerry Smith – acho que bundão é a melhor definição para o Jerry. Desempregado, inseguro, não gosta de ter o Rick morando em sua casa e atrapalhando o crescimento saudável de Morty.

Curiosidades

 

Justin (co-criador e dublador do Rick e do Morty)  também é o dublador do Lemongrab, de Hora da Aventura (aliás, já viu nossas canecas de Hora da Aventura?)

A terceira temporada está atrasada (e já virou piada se sai ou não), a estréia será em 30 de Julho de 2017, mas o Adult Swim já liberou o primeiro episódio.

Não vou escrever mais para não dar spoilers, assista!

Por que você deveria assistir Trailer Park Boys

Trailer Park Boys é um seriado canadense de 2001 no estilo “fake documentary” – se você gosta do estilo The Office, é um prato cheio – que se passa em Dartmouth, Canadá.

Nós começamos a assistir Trailer Park Boys aqui no escritório do Eu Compraria depois do almoço de forma despretenciosa e rapidamente virou uma de nossas séries favoritas.

Não perco um episódio com o @gserrano depois do almoço (o Pacato normalmente está na siesta, mas também acompanha) – e confesso que já vi a @biab chorar de rir em alguns episódios!

Antes de você seguir minha recomendação, leia este disclaimer: Trailer Park Boys provavelmente não é uma série para agradar todo mundo. Se você não gosta do estilo de falso documentário, câmeras tremendo, microfones aparecendo e a quebra da quarta parede, assista por sua conta e risco – afinal, eu sou apenas o estagiário.

Sobre o que é?

O “documentário” acompanha o trio Ricky, Julian e Bubbles, três amigos que moram no Sunnyvale Trailer Park – incomum aqui no Brasil, trailer park é um “estacionamento” para trailers e local de pequenas construções e barracos.

O seriado começa com Rick e Julian saindo da prisão e tentando se “reintegrar” na sociedade. Reintegrar entre aspas pois a comunidade do Sunnyvale Trailer Park é bastante peculiar.

Trailer Park Boys retrata personagens exageradamente cômicos, com pouco dinheiro, que vivem em um ambiente quase hostil e insalubre e, apesar de despretensiosa, aborda temas como amizade, alcoolismo e paternidade.

Os personagens

A construção dos personagens é um dos motivos que me levaram a abrir esta nova categoria de recomendações no blog e começar com esta série.

O humor escrachado é refletido nos personagens e em suas atitudes – espero que não se torne repetitiva, atualmente estou assistindo a quarta temporada.

Os personagens principais:

Ricky se considera completamente estúpido. Não conseguiu concluir os estudos e não sabe pronunciar diversas palavras, também é incapaz de compreender frases ou raciocínios complexos.

Por outro lado tem uma habilidade incrível no cultivo de maconha (atividade que considera ser bom e que gosta) além de ser um embusteiro profissional para se livrar da polícia quando se mete em furadas (o que faz com frequência).

Está sempre fumando, infringindo a lei, xingando e ofendendo todos.

Julian é o “cabeça” e o mediador de confusões. Está sempre tentando resolver algum problema em que ele e os amigos se meteram e é consultado por vários personagens que pedem ajuda a ele.

Sempre tem algum plano de atividade ilegal com a ideia de conseguir dinheiro para não cometer mais crimes e não voltar para a cadeia.

Julian está sempre com um copo de bebida na mão: no mercado, no banco, em casamento – inclusive saindo de um carro que acabou de capotar.

Bubbles é o amigo “inocente” de Julian e Ricky. Óculos fundo de garrafa, fanho e que adora gatinhos – o que o fez adotar e cuidar de todos os gatos que encontra em Sunnyvale.

Para pagar a ração dos gatos furta e conserta carrinhos de supermercados para revender. O apelido vem de uma máquina de fazer bolhas de sabão antiga que ele adora ligar.

Bubbles mora em um mincro barraco perto do trailer do Julian e, com frequência, é a voz da sensatez (na medida do possível) para as ideias e execuções dos planos criminosos de Julian e Ricky.

Jim Lahey – alcoólatra, ex marido da dona do Sunnyvale e policial aposentado, Lahey é  o supervidosor de Sunnyvale e o responsável por tentar manter a ordem no trailer park.

Odeia o Ricky e vive com o objetivo frustrar suas iniciativas criminosas e mandá-lo para a cadeia. Se passa por idiota diante da polícia por não conseguir flagrante nos crimes que tenta impedir.

Está frequentemente bêbado.

Randy – é o assistente de supervisor do trailer park, adora o Lahey e acata suas ordens. Nunca veste camisa.

Sobre a produção da série

O seriado é continuação do filme homônimo de 1999 (que devo alertar, ainda não vi mas tá na minha lista, agiliza aí Netflix) e a série “original” acabou na sétima temporada (2007), teve um especial (2008) e foram lançados 3 filmes: “The Movie” (2006), “Countdown to Liquor Day”, (2009) e “Don’t Legalize It” (2014).

Em 2014 o Netflix anunciou mais 2 temporadas (8 e 9) e acabou lançando também a 10a temporada em 2016.

Considerações finais

A temática da criminalidade, dificuldades financeiras e morar (muito) mal são aliviadas pelo humor escrachado e pelos personagens exagerados e carismáticos  – dá até pra categorizar como anti-heróis, quem sabe?

Rende boas risadas e os episódios curtos permitem ser uma série para quase qualquer momento.

Tem todas as temporadas no Netflix.

Como um blog virou o Eu Compraria!

Antes de começar esta história, quero dizer que estou orgulhoso de ser o primeiro a publicar no nosso novo blog! 🙂

Mudamos a plataforma, mudamos o endereço, mudamos o layout e eu (Pacato, o CEO)  e o Leon, o estagiário, vamos aparecer mais por aqui.

Vamos ao que interessa: você sabia que o Eu Compraria foi criado em 2007 e a ideia inicial era para ser um blog de conteúdo?

Eu já conhecia a história da empresa (você não vira CEO sem ter conhecimento da história e cultura da empresa) mas esta semana fiz uma pesquisa mais aprofundada e descobri coisas interessantes que achei legal compartilhar com vocês.

Os co-criadores

Antes de falar como tudo começou, quero fazer uma breve introdução sobre os 2 co-criadores do Eu Compraria.

O Guilherme é formado em design, pós graduado em gestão empreendedora, daltônico e programador – uma vez ele me contou que devido ao daltonismo era muito difícil conseguir aprovar uma arte e foi assim que resolveu trabalhar só com programação.

A Bianca é formada em design multimídia e pós graduada em Arquitetura da Informação, é especialista em usabilidade e experiência do usuário.

Os dois são um casal – e só isso já dá uma outra história, eles se conheceram por causa de blogs! Mas essa fica para outro dia.

Eles são nerds em pontos diferentes: o Gui é um maluco por programação (e terra média, eu acredito mesmo que ele é um Hobbit) e adora ficar fazendo experimentos, testes, automatizando coisas e lendo uns conteúdos malucos sobre inteligência artificial. Recentemente ele tá pirando em filmes Sci-fi, então se você tem dicas pode mandar nos comentários.

A Bia é aquela nerd que lê um monte de livros e é a nerd-de-humanas: sabe tudo sobre design (ela virou Google Expert em experiência do usuário, rolou uma festa aqui no escritório). Dá pra conversar sobre qualquer coisa com ela, que ela vai ter alguma informação legal pra compartilhar, mas se quer ver ela empolgada mesmo fale sobre design ou esportes (ou a união dos dois, como aquele capítulo de Abstract que fala sobre a Nike).

O blog

Lá nos tempos que a internet era tudo mato, o Gui e a Bia co-criaram um blog colaborativo sobre design e tecnologia. Ele se chamava And After e foi um grande experimento sobre “web 2.0” – esse termo só quem é macaco velho de internet compreende o quanto foi buzzword e como esse conceito era disruptivo (eu sou um gato e nós já dominamos a internet, então pode confiar quando falo sobre isso).

O And After cresceu e se transformou em blogs segmentados por assuntos mais específicos, um destes blogs foi o Eu Compraria. O objetivo do blog era bastante simples: os autores vasculhavam a internet em busca de conceitos e produtos que… eles comprariam. E daí esse nome maravilhoso: Eu Compraria!

O blog foi criado em 2007 e por 2 anos o Gui e a Bia compartilharam muuuitos produtos. O blog se tornou uma comunidade de leitores e colaboradores sonhando com vários produtos bacanas – e nunca conseguindo comprar (alguns nem existiam, por serem apenas conceitos, e outros não eram vendidos no Brasil).

De blog para empresa

Foi só em 2009 no projeto de TCC da pós-graduação da Bia que surgiu a ideia de transformar o blog em um e-commerce.

Não sei se eu podia estar falando isso, mas o investimento inicial em estoque foi de… $100. Isso mesmo. Esse tanto de produtos que você tá vendo lá na nossa loja começou com uma importação de $100.

Se você já participou de algum evento de startup e empreendedorismo nos últimos 5 anos, provavelmente já ouviu os discursos de “erre rápido”, “erre barato”, “valide antes”. Foi assim que a loja começou, com um teste de validação de negócio para um trabalho de conclusão de pós-graduação – e tem gente que diz que TCC é um saco, que é inútil… pô, faz algo que você vai usar! 😀

Como $100 não foram suficientes para montar um estoque de uma loja virtual, a estratégia inicial foi a de vender apenas um produto por dia (na época, baseado no w00t – dica do Matheus Haddad, orientador da Bia – o site faz isso até hoje).

O primeiro sistema foi feito em alguns dias, apenas para validação (fico só imaginando o código daquilo…) e o produto entrava no ar as 22:00 e ficava disponível até as 21:59 do dia seguinte. Eles aproveitaram todo o engajamento e o público que já tinham do blog para começar com as primeiras vendas.

Olha a gambiarra que descobri: a primeira versão não tinha nem sistema administrativo! O Gui cadastrava os produtos direto no banco de dados para novos produtos.

Nesta época o Gui e a Bia trabalhavam em outras empresas, então todo o trabalho do Eu Compraria! era feito em “terceiro turno”: eles organizavam os pacotes e respondiam e-mails a noite e o horário de almoço no trabalho era reservado para ir no Correio enviar os pedidos do dia anterior.

Quando a Bia apresentou o TCC o projeto já estava rodando, com vendas e com parte do investimento inicial já reinvestido na própria loja.

Com a ideia já validada eles começaram a levar o “hobby” de compartilhar produtos legais um pouco mais a sério, e o blog Eu Compraria! virou o e-commerce que você conhece hoje.

Bacana, né? 🙂